terça-feira, 23 de janeiro de 2018

TORRENCIAL METAL



Max Oliveira, 28 anos, baixista(dos bons) é o novo entrevistado da Pedrock Press.

Ele é responsável pela "baixaria" do Torrencial. Uma banda que existe desde 2006.


Max respondeu essa entrevista na correria do dia a dia-ele acabou de ser pai, valeu mesmo!!!


Ele conheceu a música com 12 anos, montou suas primeiras bandas de punk. A primeira banda se chamava Porco Atômico. Mas foi mais por diversão, logo ele queria ter uma banda de verdade, pegou um baixo de um amigo e nunca mais devolveu(risos). "Na verdade, eu paguei pra ele como se fosse vários carnês das Casas Bahia".


Conheceu o Ricardo da Wartoxic e ficou 2 anos com a banda. Era um thrash metal rápido e pesado. Fizeram vários shows por São Paulo. Após esse período, sentiu que era hora de partir para outro projeto.


Foi quando ingressou no Nove Ponto Zero(cover de Rage Against The Machine). "Essa fase foi espetacular pois a banda inteira resolveu morar na mesma casa, ensaiávamos todo dia e o som era muito bem executado, era realmente incrível mas a alegria não durou muito e um dos integrantes deixou a banda pois engravidou uma mina na qual ele está casado com ela até hoje e nós nunca conseguimos colocar alguém à altura dele na banda..."

Depois, ele tocou com o Reffugo, uma banda que tem bastante história no underground, ele tem muito orgulho de ter participado dessa banda.

"Teve o Coito Cabeçada, um projeto diferente, onde usávamos gaita de fole nas músicas e a bateria era sampleada , a banda era boa e eu evolui muito musicalmente.

Depois o Terror Fronte que também foi uma experiência fudida e atualmente Torrencial na qual não me vejo fora dessa banda mais, aqui me achei, tenho toda liberdade que preciso e vejo meus companheiros de banda como irmãos, realmente estou muito satisfeito com o progresso da banda."

Após as primeiras bandas, antes de entrar no Torrencial, Max ficou desiludido, um ano sem tocar nada, pensou até em fazer umas viagens, mochilão nas costas, estava desanimado, até que recebeu o convite do Luciano Pinguim para entrar no Torrencial. No começo a distância incomodava, ele é de Mogi das Cruzes, extremo leste e a banda de Itapevi, extremo oeste. Mas a dedicação e a irmandade com os caras da banda foram determinantes para ele começar sua história com eles.

Ele não é o mais novo da banda, Abner(baterista) está nessa função(risos), mas Max tem a sorte de escutar e assistir muitos vídeos que o Pinguim tem registrado, são vários aprendizados e risadas com eles.

Sobre os pontos positivos na cena, a batalha árdua por trabalhar no underground e o que pode ser modificado, Max respondeu:

"Cara, tem ponto positivo pra caraio, mas o que a gente mais vê são pessoas reclamando, recentemente fiz uma pesquisa para saber quantas casas de shows estão em atividade em São Paulo e tem mais de 50 , mas aí a galera fala que não tem rolê, os músicos que cobram do público que não comparece, só vão em shows que eles mesmo tocam, sem falar que muitas bandas cobram do público mas eles mesmo não fazem o seu melhor, o mínimo de cada banda é tocar certo e infelizmente isso não acontece frequentemente, aí fica difícil né...

Lógico que tem muita coisa ruim também, produtores pilantras e são muitos em casas de shows que só veem o lado deles mas para ter melhorias cada um tem que fazer a sua diferença e correr lado a lado com as pessoas certas."

Conte para a Pedrock Press como é o trabalho realizado com o Sidney Santos do La Migra; vocês são um coletivo com mais de 50 bandas, é isso?

"Trabalhar com o Cidão é incrível, são quase 3 anos de história fazendo eventos dentro e fora de São Paulo envolvendo mais de 100 bandas e sem fins lucrativos para o Coletivo. O Sidney faz um trabalho incrível, toda parte de divulgação, movimentação do site, blogs e redes sociais é tudo com ele, nesse ano vamos trabalhar um pouco diferente com o Coletivo, faremos menos eventos mas porém muito mais estruturado, muita coisa boa está por vir"

O Torrencial é: Luciano Pinguim(guitarra e vocal), Max Oliveira(baixo), Carlos Ferreira(guitarra) e Abner Oliveira(bateria)

A banda espera finalizar a gravação do clipe oficial, lançarão um single ou novo ep, querem fazer shows fora de São Paulo e uma mini-tour pela América do Sul. Esses são os planos do Torrencial para 2018.

A repercussão do Nação em Fogo está sendo legal pra vocês? Esse é o primeiro trabalho da banda?

"Está sendo incrível, o álbum foi bem aceito pelo público e pela mídia também.

Tivemos o enorme prazer de participar do programa pegadas de Andreas Kisser na rádio 89 FM e isso foi magnífico, pois temos muita influência do Sepultura em nosso trabalho autoral, nossas músicas tocaram também em diversas rádios online, inclusive fora do país.
Recentemente, fechamos um grande apoio com a empresa Jam Music Store, parceria que está sendo muito gratificante para nós.
Fomos convidados também a participar de alguns shows do começo da turnê do Andralls, na qual a banda celebra 20 anos de estrada e para mim é uma puta honra, pois acompanho o Andralls antes mesmo de eu pensar em ter banda(risos).
Só temos a agradecer pelas conquistas do Nação em Fogo.
Obrigado Pedrão pelo espaço e nos vemos na estrada.
Um grande abraço."

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

CRUZES DO METAL



A banda After, oriunda de Mogi das Cruzes, faz um excelente thrash-death metal. O trio composto por Rodolfo Souza (guitarra e vocal), Andre Philipe (baixo) e William Marcondes (bateria) está promovendo o lançamento do seu mais novo trabalho: o ep "Live, Suffer and Die". Com boas críticas por onde passa, a banda pretende continuar sua história no underground com um novo lançamento para esse ano.

Conversamos com o Rodolfo Souza, nesta entrevista ele responde comemorando o aniversário da banda(muito obrigado por esse momento!) sobre a sua carreira- ele também integra a banda Scumunion, Rodolfo é um batalhador pelo metal e pela música. Confira, ficou muito legal!

Pedrock Press: Como surgiu o After?

Rodolfo: After surgiu em 2015. Curioso que hoje (10/01/2018) faz exatamente 3 anos. Eu e o Willian, viemos de uma banda que fazíamos parte anteriormente, então chamei o Andre Philippe e o Jean Andrade, músicos que admirava e já toquei junto para seguir com a gente, pelo certo entrosamento que tínhamos, não tivemos dificuldade no começo. Com dois ensaios já fizemos o primeiro show.

Pedrock: Você já teve outras bandas? Conte um pouco sobre a sua carreira...

Rodolfo: Minha primeira banda eu era guitarrista, uma banda de Thrash Metal chamada Wartoxic, integrantes eram Ricardo (Vocal e Guitarra), Max (Baixo) e Digão (Bateria). Logo em seguida Digão deixou a banda, pela dificuldade em encontrar baterista, eu mesmo aprendi e assumi o posto, e chamei meu amigo Eudes para a Guitarra, com essa formação fizemos bastante shows e musicas bem legais. Formei uma nova banda na qual tocaria guitarra, precisava de vocalista, então aprendi a cantar e tocar, foi bem difícil mas deu certo, foi nessa época (2012) que conheci o Willian e desde então sempre tocamos juntos. Tempo depois por grande influência da banda Death, montei o Death Tribute, conheci grandes músicos como o Jean que veio a integrar o After, Daniel Arsego (Darkest) e Lucas de Oliveira (Through the Skies). Então no início de 2015 veio ao fim a banda anterior (Thrash Empire) e o Zombie Ritual Death Tribute, surgindo então o After (A intenção que eu quis no nome foi exatamente essa “O depois”). Aí acredito que tenha sido a grande arrancada. O After uniu eu, Jean Andrade, Andre Philippe e Willian Marcondes, em um grande propósito, disposto a correr com a banda, compor e gravar de forma que tudo criasse uma vida, desde então tenho colecionado conquistas, lançamos o Single “Dead City” e o seu Webclipe, em 2016 lançamos o EP “Live Suffer and Die” que nos trouxe grande reconhecimento, e como estamos falando da minha carreira, aqui na região fiquei bem reconhecido pelas linhas de guitarra e vocal, coisa que me trouxe grande motivação. Passei a participar da Jamfest na Baixada Santista como Vocalista e me consolidei por lá. Fui convidado para o Scumunion e não pensei duas vezes, já havia feito uma participação em estúdio com eles, são músicos incríveis e muito experientes, Getulio, Nelson, Nilson e Marcos são impressionantes. Voltando ao After, 2017 Lançamos nosso single “Hate” junto ao seu Video clipe em um trabalho incrível do Daniel de Sá do Estudio GR, que também trabalhou com nosso EP e está trabalhando no Full. Esse é um resumo da minha carreira até então.

Pedrock: Como está sendo a repercussão do primeiro lançamento do After?

Rodolfo: O “Live, Suffer and Die” fez um ano de lançamento, atingimos as mídias digitais (Spotify, Deezer e outros) que é um formato muito interessante hoje em dia, a resposta do público foi imediata, tivemos muitas respostas positivas desse trabalho, por onde passou o nosso EP foi bem elogiado, como a nossa cena de Mogi das Cruzes e região e também o pessoal da Baixada Santista, pretendo expandir esses horizontes, ainda com o EP.

Pedrock: Quais são os planos da banda para 2018?

Rodolfo:Pretendemos lançar nosso Full Album, no qual já definimos o Tracklist e a música de trabalho está sendo a “Hate”.

Pedrock : A principal dificuldade que o músico de metal encontra aqui no Brasil?

Rodolfo: O mercado não favorece nosso gênero musical, acho que a maioria te diria isso, mas existe coisas além disso, como a falta de oportunidade, vou dar um exemplo, as bandas que surgem assim do nada, não tem pra onde correr, tem que fazer contatos, e com as pessoas certas, a qualidade acaba ficando pra trás, existe muita falta de companheirismo, as casas raramente dão o suporte merecido para a banda.

Pedrock: O que você falaria pra quem está começando?

Rodolfo: Primeiro de tudo tem que fazer um trabalho bem feito. Isso inclui entrosamento, bons músicos, organização, coletividade e focar em um Material de qualidade. O reconhecimento virá, mas é uma batalha, que no fim vai compensar e sentiremos isso no palco, na energia do público, no reconhecimento. Resumo: Se esforça, que vai valer a pena!

Pedrock: Quais são as suas principais influências?

Rodolfo:Death, Megadeth, Judas Priest, Slayer, Morbid Angel, Cynic, Mercyful Fate, entre várias outras, mas essas já definem bem.

Pedrock: Se você só pudesse levar 5 discos para uma ilha deserta, quais seriam?

Rodolfo: Iron Maiden - Seventh Son of a Seventh Son

Judas Priest – Priest Live (1987)

Death – Human

Megadeth – Rust in Piece

Mercyful Fate – Don’t Break the Oath


Pedrock: O que o rock significa pra você?

Rodolfo: O rock é a liberdade, a independência, a revolta, o bem estar, é minha realidade, no fim tudo leva a isso pra mim.

Pedrock: Muito obrigado pela entrevista, Rodolfo, suas considerações finais...

Rodolfo: Gostaria muito de agradecer a Pedrock Press pelo interesse, pela oportunidade de falar sobre minha pequena, porém considerável contribuição no Metal Nacional, um pouco da minha história e meus pontos de vista. Muito obrigado pelo reconhecimento desde sempre! E parabéns pelo comprometimento com a área da comunicação.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

DESABAFO BESTIAL

Da esquerda para a direita: Juliana Novo(batera), Márcio Maxx(Guitarra e vocal) e Beto Factus(baixo)

O Crucifixion Br está fazendo uma bela carreira no metal nacional. Conversamos com a banda sobre diversos aspectos e vamos mostrar nas palavras abaixo:

Antes de começar a entrevista, resolvi fazer um negócio um pouco diferente, deixei o vocalista do Crucifixion à vontade para dizer o que pensa sobre a sua carreira, vida, banda, etc. O Maxx é um cara gente finíssima, que exala verdade em suas palavras, não tem como não gostar de um cara autêntico como meu amigo Márcio Maxx.

Com vocês uma entrevista reveladora, confira aí:

Márcio Maxx Larrea Guterres (guitarrista e vocalista):

"Desde 1999 estamos vivendo isso, eu tinha outra banda, Hellish Prediction, nem conhecia a Juliana ( atual baterista do Crucifixion BR), nessa época a banda tinha outro nome, mas eu sempre sonhei em ter uma banda pra falar a minha verdade. Eu sempre escutei as bandas nos anos 70, 80, 90, ajudaram a minha forma de pensar, o meu intelecto, bandas tais como: Morbid Angel, Napalm Death, Iron Maiden,Carcass, Brutal Truth, entre outras, me ajudaram a continuar sonhando, no começo eu só queria cantar, depois fui pra guitarra,o lance é querer divulgar sua arte para um maior público, passar uma mensagem, mesmo com todo o extremismo do nosso som, eu não queria ser um garoto bobão sem opinião, era preciso se informar. O Crucifixion BR é meu alicerce, é onde eu luto todos os dias pelos meus fãs e pela minha família. É sempre querer trocar uma energia foda com a galera.

É sempre acreditar no teu som, querer trocar esse desabafo com os fãs, eu queria me ouvir, você entender quem é você, nunca foi brincadeira, ter banda nunca foi brincadeira, é você sempre acreditar no seu som, é uma troca de energia com os fãs, fundei a banda pra me salvar, cara...
Primeiro o Crucifixion foi pra Porto Alegre, a gente nunca parou, minha estrada foi difícil, perdi meu irmão, a música me ajudou a continuar, fizemos vários shows: Novo Hamburgo, Canoas, Abrimos pro Krisiun, porra, você sabe o que é isso?! Tocamos no tradicional Bar Opinião,  é uma escolha de vida, é como um filho que me acompanha desde 99, é um filho pródigo, muita história(temos) no sul,  eu queria focar só no nome do Crucifixion e seguir a minha trajetória, é paixão eterna pelo metal extremo, é uma válvula de escape pra mim.
Aqui em São Paulo (onde moramos atualmente) tocamos com Attomica( uma banda que eu sempre fui fã), Claustrofobia, Nervochaos (Grande Edu!), Vulcano, Não paramos nunca, nunca!

Aqui em SP fizemos muitas amizades, mas como diz o Dorsal Atlântica: "Metal Desunido!", 

 tem rixa besta, algumas pessoas são radicais demais, um exemplo que vêm de longe é a rixa do Sepultura com o Sarcófago lá nos anos 80, mas foda-se tudo isso, pra mim o que importa é o som honesto, o mais importante pra mim é o público.
(nota da redação: essa música do Dorsal têm 30 anos!)

O que tem que fazer é cada um fazer seu trabalho, acreditar no seu trabalho, isso envolve banda,produtores, tem que ter respeito entre as bandas, entre outras coisas...

É fazer o trabalho consciente,consciente do que pode passar pra galera...

A música nasceu comigo, a música e a arte fazem parte de mim, é um aprendizado todo dia, tu nasce com esse destino de fazer música,  na infância escutava Titãs na rádio AM, nem sabia que era rock, Engenheiros, músicas fortes sempre me pegaram, isso de optar por um estilo de vida acontece naturalmente na sua vida, eu tive relacionamentos, e as pessoas não entendiam, acham bacana no começo, depois querem te mudar, prefiro ficar sozinho, isso de querer "abdicar" das coisas, pra mim é uma mentira quem quer abdicar, se precisa abdicar é sinal que não tá fazendo o que gosta, a música tá sempre contigo, mesmo que as pessoas te decepcionam, ela tá sempre comigo.

O que eu quero sempre é focar num público maior, me senti bem no seu show, isso um garoto falou pra mim, foi foda demais,"tirei o diabo do corpo", isso que eu quero!

A gente se preocupou em fazer um trabalho legal desde o primeiro disco, na Europa foi uma experiência magnífica, tem que dar o sangue quando você está lá,a excursão para a Europa foi uma vitória!

Fizemos tributo ao Motorhead, vai sair o clipe de Bomber,  e também estamos trabalhando no próximo disco do Crucifixion Br.

Eu tô feliz com o Crucifixion, ficamos 12 anos em Porto Alegre, Saímos de Rio Grande,uma longa trajetória até aqui, e desde que escutei Sepultura, eu não parei mais,
                                       (Márcio e Andreas Kissser-guitarista do Sepultura)
 dependente do que falam, eu quero mais, sempre mais para a banda, e não foi fácil , nunca vai ser fácil, mas quando tem uma irmandade, a banda dura mais 20, 30 anos, 
ao Crucifixion eu agradeço por tudo.




Saque só o clipe do Crucifixion!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

FAZENDO METAL SEM PRECONCEITOS

O  Sharyot concedeu uma entrevista para a Pedrock Press. Nela, podemos conhecer um pouco mais sobre essa banda que está "metendo as caras" em outro país, sonhando alto e se divertindo muito.

Temos que valorizar bandas como o Sharyot, que não buscam o mais simples, como a própria entrevistada Stella nos diz:"Sempre estamos sujeitos a tocar em troca de cervejas ou abrindo shows de bandas covers em uma casa mais legalzinha. Isso reduz muito o espaço que pode ser explorado cada vez mais." O fácil seria ser igual as outras, mas o Sharyot pretende mudar a cena, encarando um país diferente, um idioma que não é o nosso, mas batalhando todos os dias para serem respeitados. Porque o complexo de vira-lata do brasileiro é notório, as bandas precisam fazer sucesso lá fora primeiro e só depois "entrar" no Brasil. Vai entender...

Se o Sepultura conseguiu, por que não sonhar, não é mesmo?!

Boa sorte para o Sharyot! As portas da Pedrock Press sempre estarão abertas para músicos determinados a sair da zona de conforto.

Confira a entrevista abaixo:



 Da esquerda para a direita: Matheus Dalla Costa (baixista), Stefano B.A(guitarra),  Eduardo Galdin(vocal), Stella Bridge(bateria) e Rafael Amarante(guitarra)

 

Pedrock Press: Pra quem não conhece o Sharyot, como você classifica o som da banda?

Stella: O Sharyot pode se dizer que tem uma característica própria, isso foi algo que sempre buscamos. Usamos nossas influências para criarmos algo com nossa cara. Som pesado, com melodias que façam as pessoas cantarem junto.
 

Pedrock: A banda foi fundada em 2008, nos conte sobre a trajetória até aqui.

Stella: Sim, o Sharyot foi algo que eu tive dentro de mim desde que quis formar uma banda e comecei a tocar bateria. Em 2008 o Sharyot teve a sua primeira formação. Com o Stefano B.A e o Eduardo Galdin.
Hoje nessa nova jornada, temos o Rafael Amarante e o Matheus Dalla Costa completando o Sharyot.

Nesses anos passamos por muitas coisas boas, como lançamento de EP, videoclipes, participações com artista muito legais, shows inesquecíveis como Expomusic que nos abriu muitas portas. E hoje estamos gravando nosso primeiro CD aqui em Los Angeles.

  
Pedrock: Qual a maior dificuldade encontrada para quem tem banda no Brasil?

Stella:O Brasil infelizmente não está valorizando a arte em um geral. E quando isso acontece são sempre as mesmas bandas, ou sempre bandas covers que tiram o espaço de quem está batalhando e criando sua própria arte. Sempre estamos sujeitos a tocar em troca de cervejas ou abrindo show de bandas covers em uma casa mais legalzinha. Isso reduz muito o espaço que pode ser explorado cada vez mais. Mas tenho visto muitas bandas se movimentando para fazer isso tudo mudar. E acredito que possa ter força o suficiente um dia para essa realidade mudar.
 

Pedrock:Até por isso, vocês resolveram morar e gravar o novo álbum nos Estados Unidos?

Stella:Sim, desde o começo da banda focamos em cantar inglês e atingir o mercado internacional. Tivemos a honra de conhecer o Wagner Fulco Que gravou nosso CD aqui e abriu diversas portas para nós. E aqui as coisas acontecem, por isso estamos morando e produzindo nosso CD aqui.

Pedrock: O Sharyot já teve muitas formações? Muitas vezes a convivência dentro de uma banda é bem complicada, como é ter que lidar com isso e/ainda sendo a única mulher no grupo?

Stella:Sim, já tivemos muitas formações. Baixistas para ser mais específica ...hahahha, Nós trabalhamos de uma maneira muito intensa e determinada, e não é todo mundo que nos acompanha nesse ritmo. Por isso as coisas acabam se tornando um pouco difícil às vezes.

Mas tenho uma coisa dentro de mim que é a sinceridade, então sei que quem quer, faz acontecer. O fato de ser mulher na banda, eu não vejo diferença e inclusive, adoro.

Pedrock: Quais são as maiores influências do Sharyot?

Stella: Nós gostamos muito de Avenged Sevenfold, Metallica, Guns 'N Roses, Angra, Halloween, Lady Gaga (haha) ouvimos muitas coisas e tudo sempre serve de referência.

Mas cada um de nós tem um gosto bem específico, desde música Brasileira como o Rafael, até Black Metal como o Matheus... hahaha

  
Pedrock:Assisti um show de vocês no Studio Latitude, no evento Let's Sing Together, a banda Válvera também tocou no evento, vocês organizavam esses shows, não é? Gostaríamos de saber um pouco sobre o que rolava nesses eventos...

Stella: Isso, em 2015 idealizamos o evento Let's Sing Together Fest, com o propósito de unir todas as bandas de som autoral, e fazer com que essas bandas tivessem um espaço legal para se divertir e se apresentar para diversos públicos diferentes.

Com o apoio da playtech da Sound box, one amp e Studio Latitude para fazer esse evento.

Fazíamos de coração e conseguimos conhecer muitas bandas, inclusive o pessoal do Válvera que são nossos amigos hoje e já dividimos palco outras vezes depois.
 

 Pedrock: Quais são os próximos passos da banda? Existem planos para uma tour nos States/Europa e no Brasil?

Stella:Os próximos passos serão a finalização do CD, com a mixagem e a masterização, que já está acontecendo.

Ano que vem faremos o lançamento e com certeza partiremos para uma tour.

Começaremos com uma tour aqui nos EUA. É conforme for acontecendo vamos fechando em outros lugares. Estamos bem empolgados com o lançamento deste nosso novo trabalho.
 

 O que a música significa pra você?

Stella: A música pra mim é a minha gasolina, é a minha forma de expressão, posso ser 100% eu mesma , inclusive espero o mesmo dos apreciadores do nosso som, viver intensamente o seu "eu" ao curtir Rock n Roll, sem preconceitos...

Stella, queremos agradecer você e o Sharyot pela entrevista, se quiserem, deixem um recado final para os fãs e para os amantes de rock/metal.

Nós que agradecemos, adoramos, muito legal mesmo!
Para os fãs eles já sabem, que estamos sempre juntos! 


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A GLÓRIA DO HEAVY METAL


Imagine você chegando de uma cidadezinha do interior e se deparando com um monstro de 7 cabeças chamado São Paulo, com quase 20 milhões de pessoas... imagine você largando suas comodidades que você possuía na cidade do interior, eram vários os fatores que os faziam pensar, tais como: um namoro de 10 anos, famílias, empregos, carreiras, estabilidade financeira, amigos, e o principal: você sabia o seu lugar no mundo.

Ou não. Na verdade, você só vivia, porque o seu verdadeiro sonho estava fora dali.

Gláuber Barreto, Rodrigo Torres e Jesiel Lagoin montaram o Válvera, largaram essa "vida fácil" e resolveram que o que eles queriam era muito mais do que estava programado se continuassem com a vida pacata do interior.

O princípio em sp foi absurdamente complicado, aqui nessa cidade você não tem amigos logo que chega ,você precisa ir atrás das pessoas, é muito diferente de Votuporanga, onde não existe o "vamos combinar... vamos marcar", a "intro" na cidade de pedra foi ruim-, sem shows, sem contatos, e uma dúvida enorme como agir nessa terra de malucos. Eles gravaram o primeiro álbum 4 vezes e nunca dava certo! "São Paulo é isso? Não pode ser...". Pensavam os meninos do Válvera. "Será que nós somos ruins ou não estão nos entendendo que estamos querendo fazer um trabalho de qualidade e não ser apenas mais uma banda..."

Em 2015 lançaram o primeiro disco com Vini Rossignolo na batera, em 2017 Rafa Hernandez gravou o novo disco que leva o nome de "Back to Hell" e a banda está mostrando que conseguiu controlar o monstro da megalópole e trancá-lo num quarto escuro com muito heavy metal.

Gláuber Barreto, vocalista e guitarrista(com sua Les Paul vinho) é um dos caras mais queridos no cenário metal do Brasil. Um cara gentil, faz jus a sua cidade natal: Valentim Gentil. Uma personalidade ímpar, um sujeito que luta contra tanta sujeira que existe nesse país. Off the Record: Um tal de Pedrote do Pagode disse que o ama como um verdadeiro irmão.

Rodrigo Torres(guitarrista) o gigante do Válvera. Gigante em suas atitudes, na forma mais pensadora, e circunspecta, sempre lendo seus livros e analisando antes de falar, e soltando pérolas como um cara que toca sua guitarra como um autêntico guitar hero(aliás, ele saiu na revista Guitar Player). Seus pais sempre estão por perto e isso só enobrece a sua personalidade.

Ziel Lagoin é um baixista à moda antiga. Vemos nele reflexos de Steve Harris e Cliff Burton. Com suas imitações de um famoso baixista e vocalista de uma banda tupiniquim- além de parecer com ele, Jesiel é um dos caras mais bacanas do cenário metálico palestrino. No novo show ele deu uns guturais que ficaram animais, e na faixa bônus da edição especial do lançamento do Back To Hell, Ziel mostra sua felicidade em estar tocando no Rock na Praça, ao lado da Galeria do Rock, para um público gigantesco.

Rafa Hernandez, é um grande batera, um cara eternamente requisitado por um zilhão de bandas, e mesmo assim, dá conta do recado com maestria. Para gravar esse novo álbum, ele enfrentou várias barras pessoais e físicas e provou definitivamente que a batera do Válvera só tem um único dono.

Após apresentar um pouco a banda, chegou a hora de abordar o lançamento do tão esperado "Back to Hell".

Passados dois anos, desde o "Cidade em Caos"(primeiro álbum), a banda está mais madura e com sangue nos olhos para fazer e acontecer no thrash metal mundial. Para isso, gravaram( e produziram) mais uma vez o disco no lendário estúdio Mr.Som de Marcelo Pompeu e Heros Trench do Korzus.

Com mais de 50 shows nas costas, o quarteto resolveu apostar na sonoridade mais encorpada com esse álbum. Com 9 faixas, em 50 minutos de duração, Back To Hell consegue agradar muitos amantes do velho e bom metal.

O Válvera a cada dia que passa aumenta o seu número de fãs, que lotou o Manifesto Bar em uma véspera de feriado. Muito legal ver o "recrutamento" de pessoas que gostam da banda, em dois anos aumentou sua popularidade no cenário do metal nacional.

Estavam presentes na casa de shows várias personalidades de outras bandas: Deca (Baranga), Pompeu (Korzus),  Mexicano (Marrones), Felipe Kbeça (NoWay e Final Disaster), Diana Ungaro Arnos (NoWay), Daniel Bianchi (NoWay), Lucas Mendes( NoWay), Renato Domingos (Armahda), Bruno Kozreran (Laboratori), e além dos músicos que fizeram uma GRANDE participação no show do Válvera: Diego Inhof, Bruno Ricardi e Drio do Eutenia e Victor Guilherme do Mattilha.

A banda mais uma vez contou com as fotos de Edu Lawless, e no suporte estavam John Mota (roadie), Vander Caselli (técnico de som) e a bela Maíra Nakahara no merchan da banda.

Diogo Alemão( o rei dos roadies) e Ricardo Batalha(grande jornalista) também deram o ar de sua graça.

O dj Edu Guilherme (Rox) comandou as pick-ups antes dos shows(no final da noite rolou a banda The Four Horsemen- fazendo covers de Metallica) começarem e agradou muita gente.


O Válvera subiu ao palco por volta das 23:30, os fãs estavam ávidos por esse novo show. Com o cenário pronto, luzes davam maior destaque para o backdrop da capa do disco, da belíssima arte assinada por Marcelo Vasco(artista brasileiro que em seu currículo constam nomes como Slayer, Hatebreed, entre outros grandes da música pesada), a banda entrou com tudo com a poderosa The Skies Are Falling, abertura do show e também do novo trabalho. A banda estava afiada e destemida para colocar abaixo a casa de shows. Os cabelos e as barbas cresceram e o talento musical também. Era perceptível o domínio de seus instrumentos, trocando energia com a galera presente. "10 horas da manhã, eu ainda não dormi, a energia do público tava muito foda"- Gláuber Barreto divulgava em suas redes sociais. A adrenalina de quem esteve por lá talvez nunca mais diminua. É uma banda que transmite uma energia positiva para todos que os cercam. Só tem cara bacana e do bem trabalhando com eles.


Demons of War, a música que deu origem ao espetacular videoclipe, fez os cabeludos e carecas balançarem suas cabeças no thrash metal bem executado da banda.



Dying In The Wrong Life, veio na sequência, uma das mais legais do disco, retrata bem o que eu disse no começo do texto. Musicaça!

Chegava a hora das participações que estavam programadas: The Traveller, teve a ilustre presença do "cachorrão" Vitor Guilherme (Vitinho) da banda Mattilha. Vitinho estava feliz por tocar sua maravilhosa guitarra com seus amigos. Mattilha e Eutenia são parceiros do Válvera em shows, histórias e loucuras por São Paulo. É muito legal quando as bandas se unem e "tentam dominar o mundo".

Falando no Eutenia, foi com os três integrantes da banda que a próxima música do Válvera foi tocada no Manifesto. The King Of Despair, contou com Bruno Ricardi nas guitarras-, "pela primeira vez deixei alguém encostar na minha guitarra", brincou Gláuber, enquanto entregava sua guitarra para o músico do Eutenia e assumia só o microfone junto com André Navacinsk (Drio) e Diego Inhof (guitarra). O Manifesto virou uma festa.

Após o clima de confraternização, veio a pedrada Extinção do primeiro cd do Varva. Foi com essa música que muita gente conheceu a banda. Inclusive, esse que vos escreve. A instrumental Act I foi executada pela metade para entrarem com a Cidade em Caos que levou muita gente à loucura.

As duas últimas foram Gates Of Hell e Back to Hell. Foi um grande show! Um show que representou bem a trajetória da banda nesses 7 anos de estrada, com sangue, suor, lágrimas e vitórias!

Foi uma noite feliz do metal, como todos atestaram na saída. "É o sonho do meu filho estar aqui", me confidenciava um familiar da banda.

Você já se sentiu deslocado? Sem a sua turma. Com medo. Com uma dúvida dilacerante no peito por não saber onde é o seu lugar no mundo?

Com o Válvera, eu me sinto o cara mais feliz do mundo, me sinto seguro como o cara dentro de um bunker escutando as bombas estourando lá fora, pronto para atingir todos os meus sonhos e objetivos. Pronto para atingir a GLÓRIA DO HEAVY METAL!



terça-feira, 14 de novembro de 2017

UM SOPRO DE ORIGINALIDADE



Borges - Vocal 
Léo - Guitarra 
Leandro - Baixo 
Biro - Bateria
Joab - Saxofone
Chileno - Trompete
Caio - trombone


A banda Música Agosto concedeu uma bela entrevista para a Pedrock Press. A banda de ska(rock and roll, reggae, hip hop e outras influências) está desenvolvendo um bonito trabalho na cena independente desde 2011. Com um álbum lançado em 2013 e um ep a caminho até o final do ano, o hepteto contagia o público em todos os seus shows, e após dançar muito com eles, você irá sacar que se trata de uma banda extremamente original e disposta a colocar algumas ideias loucas em sua cabeça. Confira a entrevista da banda abaixo, e um grande salve para o Bruno Borges(vocalista).


Pedrock Press: Quando surgiu a banda? Qual a origem do nome?


Bruno e Música Agosto:

A banda surgiu em 2011. Porém 4 de nós já tocavamos juntos desde 2009. Tinhamos uma banda de hardcore: (Bruno Borges, Léo, Leandro e Biro.) 
Fizemos poucos shows com essa formação, chegamos a compor algumas músicas mas não chegamos a gravar nada. Após um ano, a banda parou, mas amizade sempre se manteve.
Em uma conversa de bar, alguns meses depois, com essa mesma galera, a gente começou a conversar sobre música, falavamos de Ska, Reggae, entre outros estilos musicais, que naquela época a gente tava ouvindo bastante. Através dessa conversa surgiu a vontade 
de voltar a tocar, só que dessa vez fazer um som diferente do que fazíamos anteriormente. Então decidimos montar uma banda de SKA. 

Fomos atrás de musicos de sopro, com muita dificuldade achamos uma pessoa que se interessou pelo projeto e tocava sax, era o Rubão (nosso ex saxofonista) 
Ele entrou para a banda, e então começamos a compor, e vimos que a sonoridade não se limitava só ao SKA e ao Rock (que já era parte do nosso DNA) na hora de compor afloraram influências também do Reggae, do Hip-Hop, da música brasileira, enfim. 
Essa junção de estilos musicais agregados ao rock, nos despertou a ideia do nome da banda, que primeiramente foi concebido como "Agosto" na intenção de passar a mensagem de "Ao seu gosto", do tipo Musica a gosto. 

Esse nome foi mantido até 2016, quando decidimos oficialmente mudar o nome para Música Agosto. 
A mudança se deu para facilitar a busca e identificação do público com a banda, ampliando o sentido do nome, melhorando a sonoridade e dando mais força para a divulgação e pesquisa na web.

Pedrock: Vocês são do Taboão da Serra, existe uma cena forte na cidade (e outros bairros e cidades próximas), como vocês estão vendo esse movimento?

Agosto: Sim. Existem muitos artistas bons fazendo som de forma independente, e isso é ótimo! Pois fomenta a cena, possibilita mais eventos, mais público e networks. 
É um movimento que cresce a cada dia e precisa continuar vivo. Que as pessoas que estão inseridos nesse movimento possam continuar acreditando e buscando seus sonhos. Continuem fazendo e acreditando que um dia tudo isso valerá a pena!

Pedrock: Até agora vocês lançaram o álbum "Teoria da Conspiração Urbana" em 2013 , soltaram um single em 2017 e alguns eps ao longo da carreira, quais são os próximos planos da banda?
Agosto: A gente vai lançar um novo EP, chama-se "Coleta Seletiva de Ideias" a gente já vêm tocando algumas músicas desse trampo, inclusive o single "Até o Final" também fará parte desse novo trabalho. Nós queríamos lançá-lo ainda nesse ano, as músicas já estão gravadas, apenas estão em processo de finalização (master e mix). Porém agora em outubro fomos convidados pelo Projeto Gravando Bandas da Jornada Adobe, para gravarmos um novo clipe com a direção do mestre Derick Borba. 
Com isso acabamos direcionando toda nossa energia para a gravação de um novo som (que também entrará no EP) e que será a música desse novo clipe. Gravaremos entre os dias 24,25 e 26 de novembro o clipe, a previsão de lançamento é para esse ano. 
Após o lançamento desse clipe, nós voltaremos ao estúdio para finalizar o restante das músicas e no máximo no começo de 2018 lançaremos esse novo EP em todas as plataformas digitais. Abaixo segue o nome das faixas desse novo trampo:

EP - Coleta Seletiva de Ideias

01 - Até o Final
02 - O Preço
03 - Dependente Oposição
04 - O Som
05 - Arte de Procrastinar (bonus track)



Pedrock: Como foi a participação no programa Showlivre?



Agosto: Foi muito maneiro! Nós sempre assistimos o Showlivre, vendo nossos artistas preferidos e sonhando um dia participar. De repente isso se tornou possível, foi uma festa só! 

Tivemos todo suporte, uma baita infra, tivemos tudo a favor para fazer nosso show da melhor maneira poissível, e acredito que conseguimos. O feedback da galera foi muito positivo, e até mesmo da galera do Showlivre, o Clemente curtiu pra caramba o som, pediu um CD e nos contou que achou nosso som bem original. Enfim, missão cumprida.

Pedrock: Na década de 90 e começo dos anos 2000, o ska estava bastante em alta aqui no Brasil, com programas na extinta Brasil 2000, e muitos shows no Hangar 110, entre outros lugares, havia um espaço maior para esse tipo de som, vocês acham que o estilo pode voltar com tudo?

Agosto: De uma forma geral o rock e a boa música brasileira, com o passar do tempo vem perdendo espaço na grande mídia. O interesse do mercado não está voltado para o tipo de som que fazemos. A cultura nacional também não favorece, existem diversos estilos musicais, uma concorrência brutal, alto investimentos e barreiras muito complexas que impedem as bandas de rock ou de ska de figurar como grandes artistas do cenário nacional. 

Porém acredito que existe um nicho muito forte e fiel, que torna o trabalho dessas bandas sustentável. Apesar de não ser um movimento que arrasta a massa, é algo absolutamente relevante.
Talvez daqui alguns anos esse estilo ganhe mais notoriedade, tem potencial pra isso, é um som abraangente, mas falta chegar até o nosso povo, que infelizmente ainda é muito refém, do mercado, das rádios, das tvs, das mídias.

Pedrock: Como é tentar viver de música aqui no Brasil? O rock ainda voltará a ser moda aqui no Brasil ou isso é uma grande utopia do entrevistador? (risos)

Agosto: Como citado acima, acredito que existe essa possibilidade, o rock sempre existirá e sempre será forte.
Com certeza sempre haverá uma ou outra banda despontando para o grande público aqui no Brasil, desde que façam um som abraangente e que faça o mercado vislumbrar possibilidade de receita, isso é um pouco limitador, mas não podemos nos limitar a moda. 
O underground tá aí, acontecendo se sustentando, lotando as casas, vendendos os merch, é possível! Mas exige muito, para fazer isso virar aqui no Brasil, é preciso amar muito a parada e fazer com muita sinceridade.

Pedrock: Cada um dos integrantes da banda deve ter sua profissão, e deve ser uma correria danada, gravar, ensaiar e tocar ao vivo(falam que é parte mais fácil quando se está numa banda), qual o conselho que você daria para alguém que está começando e pretende arriscar a sua vida(risos) fazendo shows?

Agosto: Acho que o grande lance é descobrir o quão você esta disposto a viver isso. Pois como você mesmo diz na pergunta, é complicado conciliar a banda com os compromissos já existentes, como trabalho, estudos, família, relacionamentos. 

Se você não gostar suficientemente de ter uma banda, na primeira dificuldade que aparecer, conflitando a sua rotina pessoal com a banda, isso lhe fará balançar. O que eu posso dizer, é que se você quer mesmo ter uma banda foda! que alcance objetivos, tenha fãs e seja auto sustentável, em algum momento você terá que abrir mão do final de semana com a namorada, do passeio com os amigos, do aniversário da sua tia, sei lá em algum momento você ficará em uma sinuca de bico, e a sua decisão lhe dará essa resposta.
Tem que ser meio louco mesmo, acreditar e apostar rsrs.

Pedrock: Quais foram os shows( e momentos) mais marcantes para vocês nessa trajetória da banda?

Agosto: Foram vários mas destacaria os dois shows que fízemos no Hangar 110, também o show de abertura para o Sublime With Rome no Citi Bank Hall. A entrevista de quase 3h no programa HeavyPeroNoMucho da 89fm, e a apresentação no Estúdio Showlivre.

Pedrock: O que o rock significa pra vocês?

Agosto: O rock simplesmente mudou nossas vidas, foi um divisor de águas, nos fez crescer e aprender muita coisa. Bruno: Eu sabia disso desde que tinha 11 anos, quando ganhei um cd do Nirvana, minha vida nunca mais foi a mesma depois disso.
Era mais do que um som, era life style, um posicionamento, uma religião. 

Pedrock: Agora uma pergunta bem pessoal,Bruno, olhando para o adolescente Bruno, voltando ao passado, sonhando no seu quarto em montar uma banda, escutando os discos dos seus ídolos, o que você acha do Bruno atual? Está feliz com a sua carreira?

Bruno: Sim, jamais poderia imaginar que teria uma banda com uma certa longevidade e bagagem. São mais de 6 anos, momentos inesquecíveis e inimagináveis. Já vivemos coisas suficientes para contar com muito orgulho para todas as próximas gerações das nossas familias. Se a banda acabasse hoje, eu já estaria satisfeito, todo o esforço não foi em vão, tudo valeu muito a pena, e isso nos encoraja de ir mais além, é possível dar mais, conquistar mais e sonhar mais, esse é apenas o começo. 

A coisa mais louca de tudo isso, é poder voltar no tempo e lembrar da época em que idealizava através de mentalizações a gente nesses palcos. 

Antes de acontecer efetivamente, já havia me visto tocando no Hangar lotado, em grandes palcos como citibank hall, no estúdio showlivre, sempre mentalizei isso, me enxergava nesses lugares, botei muita fé, acreditei com a alma, corri atrás, e a cada queda, a cada frustração, me colocava mentalmente de novo em cima desses palcos, insistia nesse sonho, e hoje muitos desses momentos já se materializaram, até arrepia em lembrar, e dá uma motivada a continuar com esse exercicio, de continuar mentalizando esse crescimento, com muita paciência e fé, tenho muito mais cenas que serão materializadas no futuro.

domingo, 8 de outubro de 2017

BIG ROCK 'N ROLL

                               (Juliana assistindo o seu ídolo Bon Jovi no estádio do Palmeiras)

A Juliana Carpinelli é minha parceira faz tempo. Em todos os meus projetos, ela sempre me dá uma força incrível. A Juliana tem a página Big Rock 'n' Roll. É um veículo fantástico de rock and roll, ela cobre os shows, possui uma bela equipe, definitivamente, a Ju está em todas!

Fizemos uma entrevista com ela, confira:




Juliana, como e quando surgiu o Big Rock 'n' Roll?

Bom, o Big Rock n’ Roll surgiu em abril de 2014 como um passatempo. Sempre gostei muito de rock e nas conversas com amigos e família eu sempre chegava trazendo informações que ninguém sabia. Então, decidi colocar em prática e comecei o “Blog Big Rock n’ Roll” que no início chegou a chamar “Blog Forever Rock” (esse nome ficou apenas uma semana, rs)

Atualmente a equipe do Big é formada por quantas pessoas?

A equipe cresceu bem e estou muito feliz com isso. Hoje contamos com seis pessoas na equipe, na verdade são seis amigos que toparam entrar nessa aventura. São: Paulo Oliveira (fotógrafo e meu marido, rs), Marcela Monteiro (intérprete e repórter), Felipe Linguam (repórter), Roberio Lima (repórter), Francisco Arcanjo (fotógrafo) e Carlos Daniel Vieira (repórter)

Qual a matéria/resenha/cobertura mais marcante para vocês?

Uau... em pouco tempo conseguimos diversas entrevistas. Mas a que me marcou e muito, foi a coletiva de imprensa com o ex-guitarrista do Bon Jovi, Richie Sambora e a guitarrista Orianthi. Foi nossa primeira participação em coletivas e a realização de um sonho particular (Bon Jovi é minha banda de cabeceira, rs). Não foi uma entrevista exclusiva, mas conseguimos ter nossa pergunta respondida pela dupla. Foi inacreditável e ficará marcada para sempre na minha memória.

Quais os planos do Big Rock and Roll para os próximos anos?

O Big Rock n’ Roll vem crescendo muito, graças a Deus, e estamos com planos ótimos para 2018. Um deles é ter um programa ao vivo dentro da programação da nossa rádio Big Rock, uma vez por semana. Já estamos estudando para colocar em prática em breve, vídeos com entrevistas no nosso canal do YouTube e quem sabe, uma comemoração do nosso 4º aniversário em grande estilo com bandas convidadas.

Você se lembra da primeira vez que escutou rock and roll?

Cresci escutando rock. Meus pais curtem muito. Meu pai adora Jimi Hendrix, Queen e atualmente curte Slipknot (sim, é verdade), minha mãe é fã de The Beatles e minha vó ama Elvis Presley. Então, sempre escutei rock em casa. Ah, e comecei a namorar com o Paulo por conta do nosso gosto por rock. Hoje estamos casados.

Suas bandas prediletas:

Acho que nem preciso falar, não é??!! rs. A banda de cabeceira que amo é Bon Jovi, acompanho a carreira deles desde os meus 14 anos e tenho CD’s, DVD’s, revistas, livros...enfim, tudo (ou quase tudo). Adoro Queen, The Beatles, Aerosmtih e Biquini Cavadão.

O que o rock significa pra você?

Rock é vida. Um estilo diferente de outros tipos de música. Você consegue se expressar através de canções de rock, que fazem parte de determinado momento de nossas vidas, traz paz de espírito, nos deixa leves, faz refletir, suspirar, amar, curtir. Uma mistura de sensações, que faz ser feliz. A maioria das pessoas ainda critica muito o mundo do rock dizendo que nos shows vão arrumar briga e confusão e é exatamente o contrário. As pessoas se respeitam e você pode ver famílias curtindo os shows, pai e filho se abraçando quando toca aquela música que marcou alguma data especial. Digo sem medo que curto rock e um dia estarei curtindo com meus filhos.

Qual conselho que você daria para quem deseja entrar nesse difícil meio do rock and roll? Quais as maiores dificuldades que vocês encontram para trabalhar com rock & roll?

Bom, não sou formada em jornalismo, então essa foi uma das grandes dificuldades que encontrei e ainda encontro. Algumas pessoas aparecem e falam para você desistir que isso não vai dar certo, que você não é jornalista e não sabe escrever matérias ou partir para algo que você não gosta só para ganhar dinheiro. Não faça isso, faça o que você gosta, faça por amor a esse estilo que é o rock n’ roll. Não desista nunca dos seus sonhos, pois pode demorar um pouco, mas eles se tornam realidade. Não deixe o rock morrer, nunca. Lute, escute o “não” e aceite como crescimento... uma pessoa pode não acreditar no seu potencial, mas milhares acreditam e isso te impulsiona a continuar divulgando esse estilo único que é o rock n’ roll.

Muito obrigado, Juliana e equipe Big Rock 'n' Roll pela entrevista, suas considerações finais. Desejamos sempre o melhor pra vocês!

Muito obrigada pelo espaço e pela linda parceria que temos com a Dive Comunicação(Nota da redação: minha antiga empresa) O Pedro e a Mila foram nossos primeiros parceiros e apostaram no nosso trabalho. Temos um carinho enorme por vocês. Muito obrigada mesmo!!! Vila longa ao Big Rock e a Dive! ;)

Entre no Big e conheça o belo trabalho da Juliana e sua equipe: http://www.bigrockandroll.com 

sábado, 7 de outubro de 2017

Night Ticket

A Pedrock Press continua a fazer a assessoria de imprensa e dar toda a assistência para a banda de Belo Horizonte(MG) Night Ticket.

A banda está promovendo o lançamento de seu primeiro trabalho e divulgando o videoclipe da faixa D Day Song. Confira abaixo. Vida longa ao NT!




Quer dar umas boas risadas? Assista esse programa: